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PROJETO

BIANOR - TRAJETÓRIAS E MEMÓRIAS

Uma pessoa torna-se inspiração para escrita biográfica a partir da relevância de sua atuação de vida.

O Projeto Bianor – trajetórias e memórias, apresenta aqui a história de Bianor Mendonça - pessoa comum, trabalhador engajado em suas atividades, que fez sua vida entrelaçada à memória social de sua cidade, Camaragibe, através da participação na política, na organização e na produção da cultura popular.

Bianor
Mendonça

NAZARÉ DA MATA, 1911.

Nascido em Nazaré da Mata, PE, em 24 de Abril de 1911, Bianor Mendonça Monteiro mudou-se para a cidade de Camaragibe, PE, onde construiu uma trajetória profissional na Fábrica de Tecidos de Camaragibe. Apesar da intensidade do labor na Fábrica, a Vila da Fábrica foi cenário para engrenar sua veia artística como poeta, violonista, compositor, articulador cultural e incentivador das manifestações culturais populares.

Camaragibe

PAIXÃO DE BIANOR

Camaragibe foi a cidade onde Bianor construiu sua carreira profissional e formou sua família. A paixão pela cidade o fazia, em tom zombeteiro, negar sua cidade natal. O Bairro Vila da Fábrica tornou-se cenário de sua trajetória e de tantas outras ali vividas, entrelaçadas pelo convívio e pelas relações pessoais e profissionais que ali viveram.

 

Evocar a memória de Bianor, sendo funcionário e morador da Vila da Fábrica, requer, impreterivelmente, evocar as memórias e vivencias de pessoas que compartilharam com ele o bairro, o trabalho e os carnavais.

Da Vila da Fábrica fez sua morada

BIANOR - POESIA E MEMÓRIA.

O bairro da Vila da Fábrica tornou-se cenário das poesias de Bianor. As memórias das vivências, lugares e caminhos que compuseram sua trajetória foram ludicamente evocadas em seus poemas.  Os elementos de sua composição poética criam, em quem os lê, a imagem de uma Camaragibe de outrora. Embora o cenário e a vida cotidiana da cidade tenha mudado com o passar do tempo, é possível encontrar na narrativa poética de Bianor elementos que perduram até os dias atuais. Por suas memórias e seus intentos, Bianor é homegeado em Camaragibe, emprestando seu nome ao único Cine Teatro da cidade, localizado na Vila da Fábrica.

Muitos
carnavais

RISOS E BOEMIA.

Bianor vivenciou o bairro da Vila da Fábrica, bem como compartilhou e construiu memórias com os residentes do bairro, desfrutou e contribuiu para o desenvolvimento cultural, atuando como mais um personagem que deixou marcas na história de Camaragibe. Sua relações foram construídas não só na esfera profissional, mas também no teatro, na música e no lazer. Boêmio, participava dos festejos carnavalescos e foi grande incentivador dos blocos de rua de Camaragibe. Bianor faleceu em 26 de setembro de 1991, aos 80 anos.

PESQUISA

Reproduzimos neste trabalho, como instrumento de pesquisa social, a memória da cidade de Camaragibe através da vida de pessoas que se intercruzaram a do próprio Bianor Mendonça e que juntas constituem uma parte da malha social e afetiva da cidade.

Para a construção de uma trajetória, como a do Bianor Mendonça, é necessário entender as múltiplas colagens da memória que dão vida às lembranças, bem como, os esquecimentos que juntos criam uma imagem temporal e fluída típica daquilo que se viveu ou daquilo que se sabe mesmo que “só de ouvir falar”. A reconstrução narrativa aqui deve ser entendida através dos próprios agenciamentos das pessoas entrevistadas que ao serem provocadas, organizam suas falas e suas emoções quando tratam de sua cidade, de seu bairro, de suas famílias e seus próprios sentimentos no enredado em que se constrói a Vila da Fábrica.

A seguir apresentamos os persongens entrevistados, uma galeria de imagens e a pesquisa completa que pode ser baixada para consulta em formato PDF.

Boa leitura!

 

ENTREVISTADOS

Irene Cavalcanti

de Santos Rocha

 

Amiga de Bianor, foi professora na Escola Pierre Collier.

"daquela rua de Rosicler, tocava e o que cantava, ele levava dois, três. Menina, eu ficava a noite todinha, que coisa boa. Ele foi fazer lá na vila da fábrica também, o povo dizia “vai ter seresta na vila”, aí eu ia pra casa do meu tio

Áurea Maria

do Monte

 

Trabalhou na casa de Bianor

mora na Vila da Fábrica.

"o ano novo, festa aí, essa praça da gruta era uma animação muito grande no tempo da fábrica que trabalhava, esses operários antigos, era uma coisa muito bonita

José Chagas

Pires de Souza

 

Sobrinho de Bianor, trabalhou

na fábrica de tecidos.

"Seu Bianor é uma beleza, seu Bianor é uma beleza, é um cravo branco, é uma luz acesa, é um cravo branco é uma luz acesa

Jeane da Costa

Carneiro

Professora, foi vizinha de Bianor na Vila da Fábrica.

"Seu Bianor estava na janela da casa dele aberta, muitas vezes de camiseta, outras vezes até sem camisa, o violino olhando o céu, o muro, não sei o que ele tava olhando, mas ele tava lá fazendo o som do violino dele, a música

Jarbas Castro

Costa

Morador da Vila da Fábrica, foi enfermeiro na fábrica de tecidos e é brincante do bloco Foiará.

"o bonito era isso. Agora era aquela união viu. Era um por todos e todos por um. Era união. Agora ali saia música de vários cantores antigos, mais de carnaval...

Osvaldo de Paula

Carolino

Ex-morador da Vila da Fábrica.

"O meu patrão é tolerante e dedicado/ não consente que ninguém chegue atrasado/ está direito, ninguém pode reclamar/ O trabalho é necessário, faz a gente prosperar (Marchinha que os operários da fábrica cantavam durante os blocos no carnaval)

Renato Correia

de Amorim

Ex-diretor do Clube Guarany e ex-funcionário da fábica de tecidos, mora na Vila da Fábrica.

“Carnaval?! Oxe! Carnaval no Guarany era o bicho. [...] Carnaval era bom demais.”

Teresa Cristina Medeiros Costa

Monteiro

Filha de Bianor e Rosicler.

"vivia muito em Olinda, vivia muito nesse meio da arte, de tocar, de sair, de interpretar, de fazer teatro. Isso começou lá em Olinda e depois que ele chega aqui com 17 anos, se estendeu aqui

Sandra Helena

Medeiros Costa

Monteiro

Filha de Bianor e Rosicler.

"ele gostava mesmo era de tocar

Maria Lúcia Medeiros Costa Monteiro

Filha de Bianor e Rosicler.

"o gato dele morreu, e espicharam o coro, foi o que origem a comunidade. Espicharam o coro, fizeram o estandarte, ai saiu o “Coro de Gato”. Ai fizeram a música de (…), sei lá  (?). Foi Nina e papai que fez a música, e daí ficou a Escola de Samba Coro de Gato

Bianor

Kuniscki

Monteiro

Filho de Bianor e Emília.

"ele ensinou a muita gente, naquele tempo já; outros idiomas que ela procurava – as mães, os pais procuravam pra meu pai ensinar, ele ensinava

Maria Luisa

de Amorim

Moradora da Vila da Fábrica.

"então: a gente nasce, se cria num lugar, não acostuma em outro não. [...] Bem... Aqui, é o conhecimento, né?! As amizades, as pessoas, o ambiente é outro, não é?!

Bruno Marinho

de Araújo

Ex-morador da Vila da Fábrica, é filho de Breno Silva e estudou na Escola Pierre Collier.

"porque era um mar de gente que trabalhava nessa fábrica. Cinco horas da manhã tocava a sirene, descia aquele mundo de gente

Francisco Marinho

de Araújo

Músico e morador da Vila da Fábrica. Filho de Breno Silva, estudou na Escola Peirre Colier.

"pra muitas pessoas também o melhor lugar de se morar, porque eu já fui pra muitos lugares do mundo, porque eu chegava e tava indo pro meu lugar, a Vila da Fábrica, meu lugarzinho... ô maravilha!

"Bianor... Quando tinha as festividades, ele também gostava de discursar, ele era inteligente

Maria Helena

da Costa

Moradora da Vila da Fábrica desde o seu nascimento.

"acho que onde você passar aqui todo mundo comenta que era muitas festas, e era muita gente na rua, o povo divertia pra lá e pra cá, vinha muitos conjuntos bons tocando, trepidante

Maria José

da Costa

Moradora da Vila da Fábrica desde o seu nascimento.

"ele ficava pela rua cantando, mais das vezes o pessoal estava dormindo e às vezes tinha gente que se acordava e ia atrás, aquelas músicas bem bonitas

Rivaldo Borba Ferreira

Morador da Vila da Fábrica e filho do fotógrafo Ricardo Borba, ex-funcionário da fábrica de tecidos.

Todo mundo gostava dele, ele era uma pessoa bem social.[...] Gostava muito de andar de roupas todo elegante... Tinha um vozeirão, conversava muito...

Sebastião dos Santos Campelo

Foi funcionário da fábrica de tecidos por 37 anos.

 
GALERIA DE IMAGENS

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ARQUIVO DISPONÍVEL NO FORMATO PDF.

 
FICHA TÉCNICA

GOVERNADOR DE PERNAMBUCO

 

Paulo Câmara

 

VICE-GOVERNADORA

 

Luciana Santos

 

 

SECRETARIA DE CULTURA

 

Secretário de Cultura | Gilberto Freyre Neto

 

Secretária Executiva | Silvana Meireles

 

Chefe de Gabinete | Anita Carneiro

 

Gerente-Geral de Articulação Social | Anibal Aciolly

 

Gerente de Formação e Projetos Especiais | Tarciana Portella

 

Gerente de Planejamento | Fernanda Laís de Matos

 

Gerente de Administração e Finanças | Manoel Araújo

 

Gerente de Políticas Culturais | Diego Santos

 

Gestor de Comunicação | Rodrigo Coutinho

 

Assessor de Teatro e Ópera | José Neto Barbosa

 

Assessor de Circo | Jorge Clésio

 

Assessora de Dança | Maria Paula Costa Rêgo

 

Coordenador de Artes Visuais | Márcio Almeida

 

Assessor de Fotografia | Jarbas Araújo Júnior

 

Coordenadora de Cultura Popular | Teresa Amaral

 

Assessor de Artesanato | Breno Nascimento

 

Coordenadora de Literatura | Mariane Bigio

 

Coordenadores de Design e Moda | Flávio Barbosa

 

Coordenadora de Música | Andreza Portella

 

Assessora de Gastronomia | Ana Cláudia Frazão

FUNDAÇÃO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO DE PERNAMBUCO – FUNDARPE

 

Diretor-Presidente | Marcelo Canuto

 

Vice-Presidente | Severino Pessoa

 

Chefe de Gabinete | Patrícia  Bandeira

 

Gerente-Geral de Preservação do Patrimônio Cultural | Célia Campos

 

Gerente de Ação Cultural | André Brasileiro

 

Gerente de Produção | Júlio Maia

 

Gerente de Administração e Finanças | Jacilene Oliveira

 

Superintendente de Gestão do Funcultura | Aline Oliveira Cordeiro da Silva

 

Superintendente de Planejamento e Gestão | Gustavo Leite

AGRADECIMENTOS

 

À Tereza Cristina, Malu, Bianor Filho, Sandra e toda família do Bianor Mendonça pelas informações prestadas, pelas conversas e disponibilidade.

 

À Ysolda Coutinho, pela gentileza de nos apresentar a família de Bianor Mendonça.

Às pessoas entrevistadas pela partilha do sensível:

Seu Borba, Bruno, Seu Campelo, Seu Chagas, Jeane, Dona Helena, Dona Irene, Dona Lau, Dona Luiza, Marinho, Seu Oswaldo, Seu Paulo, Seu Renato e Zeza.

 

 

FICHA TÉCNICA

Bianor - Trajetórias e Memórias

 

Idealização

Ângelo Fábio

 

Produção Executiva

Ticiano Arraes

Coordenador de Pesquisa

Cássio Raniere

Equipe de Pesquisa 

Ângelo Fábio

Carla Almeida

Cássio Raniere

Josivan Rodrigues

 

Textos

Carla Almeida

Cássio Raniere

 

Fotografia

Josivan Rodrigues

Acervo Família Mendonça Monteiro

Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano (APEJE)

Coleção Menezes-Collier/Fundaj 

 

Design Gráfico

André Soares

 

Website

Ticiano Arraes

 

Revisão de Textos

João Batista Martins de Morais

 

Assessoria de Imprensa

Ângelo Fábio

CONTATO

Para maiores informações entre em contato!

E-mail: bianortrajetorias@gmail.com

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